terça-feira, 21 de julho de 2026

eu sonhei que tinha escrito esse post

uma vez eu li que é impossível ler em sonhos, ou que se você olha pras suas mãos enquanto sonha vai perceber que está sonhando. eu nunca tive motivos pra olhar pras minhas mãos em um sonho, então não sei se isso é verdade, mas hoje acordei sonhando que estava escrevendo uma postagem pra cá. pior: pelo celular. achei tão aleatório que resolvi escrever, numa linha meio eu-previ-que-isso-ia-acontecer-então-vou-fazer-acontecer.

recentemente, participando do entreblogs e em tempos de pré-BEDA (blog every day august, ou “blogando todo dia em agosto”), tenho pensado se faz sentido participar de grupos de blogagem coletiva com temas e objetivos; minha motivação pra escrever é só... escrever, mesmo, pra tirar meus pensamentos da nuvem confusa que existe na minha mente e colocar tudo num lugar que eu consigo acessar de onde eu estiver. meu objetivo atual com meu diário, por exemplo, é não demorar tanto a escrever sobre algo que aconteceu na minha vida a ponto de sentir a necessidade de contextualizar tudo o que aconteceu até ali, porque senão a eu do futuro não vai entender quando voltar pra ler daqui a um, três, cinco anos. eu preciso dessa constância e cronologia porque eu quero usufruir disso quando estiver relendo minha vida, no futuro. ao mesmo tempo que não me interessa tanto falar de tudo o que acontece no dia-a-dia, são essas coisinhas quase insignificantes e extremamente esquecíveis que fazem falta quando eu tento me lembrar do passado. os detalhes são o tempero da memória: são eles que tornam a experiência em algo real quando eu leio, dando cor aos grandes acontecimentos, gravando a fogo a minha pessoalidade em cenas que poderiam ter acontecido com qualquer um.

enfim. mesmo escrevendo só sobre mim, há uma infinitude de coisas que são sobre mim e se encaixam em temas, também, eu acho. então a minha resposta pra essas questões é a mesma de sempre:


se o tony ramos disse, quem sou eu pra desdizer

quando o BEDA começar eu estarei prestes a começar em um emprego novo, o que pode render bons registros, o que também me deixa feliz, porque a escrita é minha forma de tirar fotografias da vida. vai ser bom lembrar exatamente como eu me senti, o que eu fiz e o que pensei.

quanto à vida atualmente: acabei de assistir the drama e minha namorada está tirando um cochilo deitada em um colchão. estamos no interior, na casa da mãe dela; eu estou aproveitando cada momento, já que não vejo essa dorminhoca há mais de um ano e ainda não sabemos quando nos veremos de novo. meus dias têm tido mais cor, eu consigo dar uma cafungada no cangote sempre que quero sentir o cheiro da pele dela, e posso dizer “eu te amo” no pé do ouvido ao invés de escrever uma mensagem no whatsapp, então diria que as coisas andam melhores do que estavam há um tempinho. que delícia, não?

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